Marília não pediu licença para entrar: há seis anos sua voz estava nos barzinhos, nas ruas, nas bancas, nas casas, nos palcos. Suas aparições foram constantes na TV, na internet , nas rádios. A potência em forma de mulher tomou conta de tudo e deixou apenas duas de quatro opções: gostar ou gostar, cantar ou cantar. Até os mais céticos se viam batendo as mãos nas coxas ou os pés no chão. Marília abriu portas para outras cantoras de sertanejo e embalou, nos fãs, das gargalhadas mais estridentes com os amigos aos choros mais soluçados debaixo do chuveiro de casa. “Como se fosse alguém da família”, Tuany me confessou. “Por que ela sempre estava ali”, completei. “Em todos os momentos, até quando a gente estava só... ela estava lá também”. Quando um furacão como Marília passa, passa também um pouco de nós: passam as cervejas geladas com trilha sonora, as noites, os shows , os dias, as faxinas, as viagens. Passa o que aconteceu e o que ainda estava por vir. Ficam os ingressos, os pa...