Hoje eu levantei às quatro da manhã e depois disso não dormi, apenas cochilei, levemente. Após o segundo cochilo eu desliguei o despertador e me reconectei com Deus. Pedi calma, sobretudo nas esperas. Aprendi nos últimos dois anos a desacelerar e observar caminhos. Na pandemia as esperas comuns viram urgências e as urgências tomam o fôlego. O relógio é posto como inimigo. Sem oração pronta, pedi proteção aos que me são caros e aos que não conheço, coragem para os dias comuns e os extraordinários, sabedoria ao ler notícias verdadeiras e falsas, inteligência para distingui-las, racionalidade para não ser demasiadamente afetada. Lembrei da Patrícia de vinte e três anos de idade que recebeu um santinho de Nossa Senhora do Equilíbrio, em um desses dias de Fátima. A Patrícia de quase trinta e três tem o santinho no wallpaper , mas às vezes vai direto ao navegador ou à pasta de documentos. Outras, entrelaça os dedos e tropeça nas palavras como uma criança embalada no berço pela mãe: Senhora...