Eu olhava o porta-canetas
E ele colorido, “florido”, parecia sorrir. Sorri de volta. Eu estava de volta a tudo que me agrega: Meu apartamento pequeno no segundo andar, meus livros e cadernos, meu café amargo e a companhia da mulher que eu tanto amo. Eu sentia necessidade (e não só a falta), do que imaterialmente está nos lugares, nas coisas e na pessoa que compõem o que sou (e que eu não podia esquecer). Ardeu a vontade de saber mais, de acumular (e turbinar) o conhecimento, tive sede de quietude e de imersão no que me faz sorrir (como escrever, ler e fotografar). Foi assim que retirei o “Como se encontrar na escrita” da estante. O empenho que estava sendo destinado ao sucesso alheio precisava voltar às mãos da dona. Servir aos outros é mesmo um dos atos mais bonitos que podem ser desempenhados em um trabalho, mas aquela definição de servidora (de livre nomeação de exoneração) não me vestia mais. Quantas vezes olhei da janela, pelas grades, e vi o céu tremendo? Eu já não conseguia mais me organizar...