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Mostrando postagens de junho, 2020

quanto mais me conheço

me acolho me perdoo menos preciso que os outros digam quem eu sou como sou como devo fazer

há uma parte de mim

que ainda precisa ser mudada dói é ruim ninguém me disse que era eu percebi e quando eu percebi eu parei de responsabilizar os outros de apontar culpados a "criação" o lugar o mapa astral é essa parte que está amadurecendo sendo moldada pelas minhas mãos com autorresponsabilidade há uma parte de mim que ainda precisa ser mudada a outra precisa ser amada como é

Sem listas

É domingo e eu acordo disposta a resolver um simulado. Ao abrir a prova de Língua Portuguesa, um sorriso. O texto a ser interpretado ( 100 coisas ) é uma crônica da Martha Medeiros, uma das minhas autoras prediletas. Lembrei de um filme que assisti há muitos anos, Alta Fidelidade . Tanto o texto quanto o filme trazem a ideia de listas, de uma série de coisas a se fazer em n situações. Ao ler o texto, ao ver o filme, dá vontade de sair criando listas. Tenho algumas imperecíveis: Lista de o que colocar na mala de viagem, lista de o que comprar no supermercado (objetividade é imprescindível, principalmente na pandemia); lista de músicas preferidas em plataformas musicais e de livros para ler. Eu procuro ser uma pessoa organizada, mas não sou o maior exemplo de. Posso dizer que até gosto de listas - mas se há uma lei, eu quero subverter. E tem uma lista que eu odeio: É aquela que dita o que se deve fazer na vida, comparando-a a um checklist . Li em uma rede social, sem autoria atribuíd...

Sirenes

Eu não sei se daí dá para ouvir as sirenes das ambulâncias cortando as ruas. Daqui dá para ouvir as sirenes desesperadas, o barulho das construções e das buzinas das motos (mesmo em lockdown ). Ao entardecer, ouço os pássaros e o alto-falante da igreja, com solos de saxofone que embargam a garganta. À noite eu já ouvi músicas dançantes dos vizinhos em som automotivo e rachas pela madrugada. São diferentes sons durante o isolamento. Cada um tem a sua forma de sentir e de soar. De março para cá eu arrumei a casa, lavei a louça, lavei as roupas, estudei, assisti lives , bebi, ri, chorei, fotografei, escrevi, tantas vezes que nem sei. Agora cheguei na fase mais difícil, de ver o distanciamento social virar quarentena comunitária, sendo a companhia dos eletrônicos a única possível. Com saúde, graças a Deus. Integro a seita liderada por Antônio Fagundes que acredita que quem entrou batata não vai sair cenoura desses dias. Perdi a visão romântica das pessoas e do mundo, não ceguei, enx...