Sem listas
Ao ler o texto, ao ver o filme, dá vontade de sair criando listas. Tenho algumas imperecíveis: Lista de o que colocar na mala de viagem, lista de o que comprar no supermercado (objetividade é imprescindível, principalmente na pandemia); lista de músicas preferidas em plataformas musicais e de livros para ler. Eu procuro ser uma pessoa organizada, mas não sou o maior exemplo de.
Posso dizer que até gosto de listas - mas se há uma lei, eu quero subverter. E tem uma lista que eu odeio: É aquela que dita o que se deve fazer na vida, comparando-a a um checklist. Li em uma rede social, sem autoria atribuída: “Perguntam se já formou, se já casou, se já tem filhos... Como se a vida fosse uma lista de compras. Ninguém pergunta se você é feliz...”. A vida não é quantificável: não é lista de compras, receita de bolo, currículo lattes. A vida é mais do que o que eu entendo e, assim, não posso nem devo conceituar.
Nesses difíceis tempos em que toda hora é ditado o que
fazer, eu não dei nenhuma dica em redes sociais... até por que não deixaria de
ser mais uma regra.
Por aqui, sigo respeitando os meus limites; mas acabei por acatar, sem saber, a sugestão da Martha Medeiros no fim do texto já mencionado: Sonho com criatividade e muito penso em viver. Mesmo sem conceitos. E sem novas listas.
Para ler: O balcão da vida
Para ouvir: Céu azul - Charlie Brown Jr ♪
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